O número de mulheres no mercado de trabalho tem aumentado nos últimos anos. Atualmente, elas são 43,8% dos trabalhadores brasileiros, segundo dados do IBGE. Mas, quando observamos o número de mulheres na liderança de empresas, percebemos que a inclusão não foi tão efetiva.

Ainda de acordo com o IBGE, 37% das mulheres ocupam posições de direção e gerência e apenas 10% estão nos corpos executivos de grandes empresas. Além disso, ganham só 68% do salário dos homens nos cargos de liderança.

O rendimento delas no controle das organizações, entretanto, é promissor. Ter mulheres na liderança aumenta em 21% a chance de ter um desempenho financeiro acima da média, segundo estudo feito pela consultoria McKinsey. Então, se elas exercem a função tão eficientemente, por que a liderança feminina no Brasil ainda é tão baixa?

mulheres na liderança

Mulheres na liderança: quais são os empecilhos?

Embora estejamos em pleno século 21, o machismo continua existindo. O imaginário de que a mulher tem o papel intransferível de cuidar da casa e da família ainda prevalece. Isso faz muitas delas exercerem cargos mais baixos para conciliar trabalho e tarefas domésticas, ou até escolherem ficar em casa.

É no machismo que nasce também a não aceitação pelos homens do comando das mulheres. Há um receio de que essa hierarquia poderia colocá-los em uma posição de inferioridade em relação a elas.

Outro motivo é a gravidez. Ela é considerada um problema nas posições altas pelo tempo que a mulher precisa ficar fora na licença maternidade. Além disso, muitas mulheres também escolhem esperar os filhos ficarem mais velhos para retornar ao trabalho. Com essa decisão, o plano de carreira acaba sendo afetado.

Todas essas questões fazem com que a mulher não tenha oportunidade para ascender. O homem ainda é visto como o que tem a maior capacidade e condições para liderar.

Aliás, pela porcentagem de mulheres na liderança ser baixa, elas não tem nem mesmo exemplos para servir de incentivo. Nesse cenário, elas são cada vez mais desencorajadas e levadas a aceitar que a capacidade de liderar é dos homens.

Como reverter a situação?

Além de ainda ser necessária uma grande mudança no imaginário da sociedade sobre o papel da mulher, há algumas medidas a serem tomadas dentro do ambiente corporativo que podem ajudar na ascensão feminina. Incorporar a mulher nas tomadas de decisão do dia a dia é uma maneira de mostrar que seu papel é importante.

Já para apoiar as mulheres no desafio de equilibrar trabalho, casa e filhos, um ponto a se considerar é a inclusão de licença paternidade e berçários nas empresas. Adequar metas após a licença maternidade, flexibilizar horários e aderir ao home office também são maneiras de tornar a liderança feminina mais acessível, como aponta a BCG consultoria.

A busca por uma cultura de alta performance inclui garantir a igualdade de gêneros, afinal, companhias no último quadrante de diversidade de gênero e cultural possuem 29% menos chances de atingir lucratividade acima da média, ainda segundo a pesquisa realizada pela McKinsey. A luta pela diversidade é uma realidade tanto no âmbito social quanto no corporativo e precisa ser um esforço de todos.

E você? É mulher e ocupa um cargo de liderança ou conhece alguém que está nessa posição? Conta a sua experiência para a gente nos comentários e até a próxima!

Mulheres na liderança: o que atrapalha a ascensão no mundo corporativo?
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