Muitos setores de RH realizam o teste de Fit Cultural durante os processos de recrutamento das empresas. O objetivo final é recrutar colaboradores que compartilhem da mesma cultura da organização. Esse termo, entretanto, engloba questões que tem gerado discussão sobre sua eficácia. Afinal, por que delimitar apenas uma cultura no mundo corporativo em meio a tanta diversidade?

Para falar sobre esse assunto, trouxemos alguns motivos pelos quais usar o termo Fit Cultural não é mais adequado no mundo corporativo.

Fit Cultural

Por que abandonar o termo Fit Cultural?

Uma das questões adversas da linha de pensamento de Fit Cultural é a prioridade que se dá à cultura do colaborador em detrimento da sua capacidade. É o famoso teste da cerveja –  o recrutador define alguém adequado para a vaga pensando se tomaria uma cerveja com ele. Em muitos casos, esse é a prova final para determinar a contratação ou não do candidato.

Além disso, ao escolher colaboradores com a mesma cultura da empresa, há a construção de um ambiente de trabalho com pessoas praticamente iguais. Essa condição resulta em uma organização isenta de diversidade. Afinal, corre-se o risco de contratar apenas pessoas com as mesmas crenças e valores.

A princípio, a proposta de lidar com pessoas parecidas pode parecer mais simples. Mas, quando se busca crescimento e inovação, é essencial a presença de pensamentos diversificados. Um grande projeto se faz com a junção de experiências distintas que, juntas, transformam-se em uma ideia brilhante. Aliás, diante de um sufoco, por exemplo, pessoas parecidas terão soluções similares que podem não ser a melhor opção.

Não só ganhos técnicos, a diversidade também traz um enorme ganho pessoal: abertura para novos aprendizados, entender o porquê da crença do outro, desenvolvimento de empatia e resiliência.

Como lidar com a questão cultural nas empresas?

Um termo que chegou para substituir o Fit Cultural é o Culture Add, adequando ao português, Add Cultural. Esse termo remete a uma adição cultural, não mais a um enquadramento. Significa moldar a cultura da empresa, e não a fazer com que as pessoas se encaixem.

É benéfico contratar pessoas que tenham habilidades e pontos de vista diferentes. Isso apenas ajudará a desenvolver ideias inovadoras.

A luta pela diversidade, tanto dentro quanto fora das empresas, é constante. Com um cenário como o que apresenta a pesquisa feita pela consultoria McKinsey, no qual as empresas que valorizam a diversidade de gênero são 21% mais propensas a obter lucratividade acima da média, não cabe mais esse tipo de análise. Está mais que comprovado: a diversidade é o melhor caminho para uma cultura de alta performance.

Como é sua empresa? Ainda utiliza a ideia de fit cultural? Contra pra gente nos comentários e até a próxima!

Fit Cultural: por que esse termo não deve ser mais usado?
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