Assédio moral no trabalho: atenção à saúde mental no janeiro branco

Você já ouviu falar sobre janeiro branco? Esse é o mês de atenção à saúde mental e foi escolhido justamente por ser quando metas são traçadas. Por isso, a ideia é aproveitar o momento para incentivar as pessoas a também refletirem sobre saúde mental. E por que não levar essa discussão para dentro do ambiente organizacional? Afinal, o trabalho é um dos maiores causadores de estresse. Dentre tantos fatores que podem comprometer o psicológico, como excesso de demandas, horários excedentes, prazos irrealistas, está o assédio moral.

assédio moral

Assédio moral: definição

A definição de assédio moral no trabalho é dada na obra Assédio moral: a violência perversa do cotidiano, da psicanalista e vitimóloga Marie-France Hirigoyen. Ela define-o como: “total e qualquer conduta abusiva, manifestando-se sobretudo por comportamentos, palavras, atos, gestos, escritos que possam trazer dano à personalidade, à dignidade ou à integridade física ou psíquica de uma pessoa, por em perigo seu emprego ou degradar o ambiente de trabalho”.

E o que isso significa? Colocando em outras palavras, assédio moral caracteriza atitudes frequentes, repetitivas e persistentes. Tais como humilhação, constrangimento, inferiorização, desvalorização dentro de uma organização. Seja por um líder para com um subordinado (mais comum pela relação de poder existente) ou entre colegas.

Ele ocorre, inclusive, pela mentalidade de competição do mercado. Uma vez que pode revelar o outro como uma possível ameaça à posição ou ascensão na empresa ou até à demissão.

Ainda que o assédio moral comece por uma pessoa, há o risco de tomar maiores proporções à medida que todo o grupo passa a isolar a vítima e hostilizá-la da mesma forma. Isso porque podem sentir medo de também serem humilhados e preferem reproduzir e direcionar essas atitudes àquela mesma pessoa.

Consequências para a saúde mental do assediado

O assédio moral desestabiliza o assediado a ponto de acabar com sua autoestima e dignidade. A saúde mental é totalmente prejudicada e quadros como ansiedade e depressão passam a fazer parte de sua vida.

O colaborador passa a se sentir mal no seu ambiente de trabalho e perde totalmente a vontade de frequentá-lo, a ponto de até desistir de seu emprego.

Em casos mais graves, a vítima pode perder totalmente sua identidade e capacidade de se relacionar socialmente, perdendo a vontade de viver e intentando contra a sua própria vida.

Papel da empresa na saúde mental do colaborador

Certamente, o assédio moral é assunto sério e deve ser discutido na organização. Até porque há impactos diretos na organização, tais como presenteísmo e absenteísmo, prejudicando a produtividade. Além disso, também afeta a inovação. Afinal, os colaboradores não se sentirão seguros para serem criativos e darem sugestões.

Portanto, é importante conscientizar por meio de treinamentos com os líderes sobre como a agressão ocorre e como identificá-la (normalmente quando alguém é o único a ter um tratamento injusto dentro do grupo) suas consequências e como lidar com ela.

Da mesma forma, concretizar uma cultura que garanta ao colaborador toda a ajuda necessária nesses casos e políticas que deem suporte nesse momento como home office ou horários flexíveis.

E aí, está pronto para dar mais atenção à saúde mental dos seus colaboradores? E acabar com o assédio moral dentro da sua organização nesse janeiro branco? Que tal fazer uma campanha? Conta quais são as suas ideias aqui nos comentários!

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