Comitê de diversidade: 3 passos para criar na sua empresa

Um dos pontos importantes para o fortalecimento da cultura da diversidade é a criação de um comitê de diversidade

Diversidade e inclusão é um tema de extrema relevância dentro do ambiente organizacional. Isso porque diversidade e inclusão aumenta a criatividade, enriquece as perspectivas da empresa e resulta em inovação e produtividade.

Mas como fazer isso? Neste blogpost você encontrará 3 passos para criar um comitê de diversidade na sua empresa!

comitê de diversidade

O que é comitê de diversidade?

O comitê de diversidade é um grupo formado por pessoas diversas com o objetivo de pensar e implementar medidas e mudanças na empresa em relação à diversidade e inclusão.

É o comitê de diversidade que provoca discussões relevantes e propõe transformações efetivas na mentalidade e cultura da organização. Assim acompanha, analisa e impulsiona as ações de diversidade e inclusão.

Aliás, é importante ressaltar que comitê de diversidade é diferente de grupo de afinidade. Grupo de afinidade é um meio de conectar pessoas pertencentes a um mesmo grupo específico. Ou seja, pode ser um grupo de gênero, raça e etnia, comunidade LGBTQIA +, PCD ‘s.

O propósito do grupo de afinidade é aumentar o senso de pertencimento e identificação entre os participantes.

Por outro lado, o Comitê de diversidade é mais amplo e conta com liderança influente na sua composição.

Por que o comitê de diversidade é importante?

Programas de diversidade e inclusão

Sem dúvida, a principal função de um comitê de diversidade é entender o que precisa ser mudado dentro das empresas e, com isso, idealizar e impulsionar estratégias para elaborar programas de diversidade e inclusão.

E uma vez com esses programas já implementados, a ideia é analisar como essas ações estão impactando no dia a dia desses colaboradores para avaliar o que está funcionando.

Dessa forma, o comitê de diversidade também é um representante dessas pessoas dentro das organizações, um porta-voz tanto para propor novas ideias quanto para avaliar medidas.

Processos de Gente & Gestão

O comitê de diversidade pode ser um parceiro do RH nos processos de recrutamento e seleção e retenção de talentos de pessoas diversas.

Até porque, além dessas pessoas estarem dentro das empresas, elas precisam ter a oportunidade de se desenvolverem e ocuparem cargos de liderança, para que, inclusive, grupos minoritários se sintam representados e tenham uma referência para também acreditarem que podem chegar lá.

Informação e debates

Também é do comitê de diversidade que surgem informações e nascem as discussões 

sobre pautas importantes de diversidade e inclusão.

Portanto, ele é essencial para provocar debates sobre a cultura organizacional e mentalidade da empresa. O comitê de diversidade pode propor e promover palestras, treinamentos e campanhas dentro da organização.

Acolhimento

Mesmo que seja diferente de um grupo de afinidade, uma das finalidades do comitê de diversidade também é o acolhimento. Ele pode ser um espaço para compartilhar vivências e trocar experiências que podem servir de base para pensar novos processos e ações.

3 passos para criar um comitê de diversidade

1- Censo de diversidade

Antes de mais nada, é preciso entender o cenário e contexto da empresa para então definir metas de diversidade e acompanhar a evolução. Por isso, é importante que a empresa aplique um censo de diversidade que fornecerá dados assertivos.

Você pode baixar a Pulse Censo de diversidade da Vaipe, um questionário sobre as dimensões de cor/etnia, identidade de gênero, orientação sexual, deficiência, faixa etária, religião, região de nascimento, sócio-econômico e maternidade/paternidade para aplicar na sua empresa!

2- Composição do comitê de diversidade

É claro que as pessoas que compõem esse grupo precisam ser diversas, para assim representar todos os diferentes grupos existentes dentro da empresa. Pessoas de diferentes raças, gêneros, faixa etária, orientação sexual, neurodiversas, PCD’s.

Além disso, é interessante que essas pessoas ocupem diferentes cargos e hierarquias dentro da organização. Ter um membro da alta liderança da empresa no comitê de diversidade dá maior visibilidade para o grupo, uma vez que esse líder pode levar e defender as pautas para os demais membros da alta liderança.

Isso fará com que o comitê ganhe mais espaço e voz dentro da empresa e possa implementar as ações com mais facilidade.

Outro ponto é que a empresa deve convidar e incentivar as pessoas a participarem do comitê de diversidade, mas sem criar um sentimento de obrigação ou  gerar qualquer sobrecarga.

A ideia é incluir essa participação como um dos objetivos do trabalho do colaborador, e não uma atividade extra.

Para isso, é preciso explicar a líderes diretos a importância dessa iniciativa para que eles entendam e estimulem a participação de seus times. Ademais, as tarefas precisam ser bem divididas e compartilhadas para que cada um faça um pouco e ninguém se sinta sobrecarregado.

3- Planejamento e definição de metas

Para que seja possível analisar a eficiência do comitê de diversidade e os resultados sejam positivos, é preciso primeiramente ter uma liderança comprometida. A liderança deve organizar e dividir as tarefas e, em conjunto com os demais integrantes, definir metas e planejar ações.

Com as metas definidas, é mais fácil acompanhar os processos e entender como está sendo o progresso. O RH pode ajudar nesse momento de definição e acompanhamento de metas.

É importante que o comitê de diversidade esteja sempre alinhado com as estratégias da organização. Então, mesmo que nenhum membro da alta liderança faça parte do comitê de diversidade, é importante que pelo menos acompanhe periodicamente as reuniões do para manter esse alinhamento.

Guia sobre diversidade e inclusão da Vaipe

Se você quer saber mais, confira o Guia sobre diversidade e inclusão da Vaipe atualizado com tudo que você precisa saber sobre diversidade e inclusão. Nele você encontra:

  • Novos dados atualizados sobre diversidade e inclusão;
  • Passos para aplicar diversidade e inclusão na prática;
  • Lista de palavras e expressões preconceituosas para deixar de usar;
  • Dicas para escrita com linguagem inclusiva;
  • Tópico sobre colorismo;
  • Item sobre maternidade e mercado de trabalho;
  • Item sobre neurodiversidade;
  • Questionário do censo de diversidade.

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