Comunicação interna e neurociência: entenda essa perspectiva

No mapeamento de clima organizacional da Vaipe 2018, 46% do total de colaboradores apontaram a comunicação nas empresas como ineficiente. Essa é a segunda maior lacuna do mercado, de acordo com nossos indicadores. Pensando, então, nesse cenário, promovemos um Webinar com a Ana Souza, doutora em neurociência e sócia da Nêmesis, sobre comunicação interna e neurociência.

No post de hoje, vamos nos basear nos pontos abordados pela Ana no Webinar para mostrar a relação da comunicação interna e neurociência organizacional. Confira como ela pode ajudar para uma comunicação eficiente!

comunicação interna e neurociência

Comunicação interna e neurociência: por que há tanta dificuldade para comunicar?

Processos instintivos

Atualmente, as estratégias de comunicação são construídas a partir da priorização de aspectos racionais, privilegiando a comunicação verbal. O problema é que esses elementos conscientes representam apenas 5% do nosso processamento cerebral. Nós somos regidos, prioritariamente, por processos inconscientes, e são eles que definem a forma pela qual vamos comunicar e receber a informação.

Piloto automático

Um segundo ponto é a questão do piloto automático. De acordo com o teórico Daniel Kahneman, nosso comportamento é regido por dois sistemas: 1 e 2. O 1 é o famoso piloto automático e é o mais utilizado, uma vez que é feito para economizar energia. Já o 2, implica em fazer uma coisa de cada vez, o que demanda atenção e alto gasto de energia.

Isso tem consequência direta na efetividade da comunicação. Até porque, quando falamos com alguém que está preocupado com outras coisas e com pressa, a pessoa ouve no modo piloto automático. Assim, a absorção da mensagem é prejudicada e não há total compreensão. Essa é, portanto, a principal fonte dos mal entendidos.

Pressão e estresse

Além disso, o atual cenário organizacional de estresse e pressão também afeta a comunicação. Afinal, quando alguém está sobrecarregado, não tem disponibilidade para falar com calma e garantir que a informação foi transmitida corretamente. Muito menos para receber bem uma informação, já que seu sistema de defesa está ativo.

Dessa forma, a constante instabilidade no ambiente de trabalho pode corromper a fluidez das relações pela ocorrência de uma comunicação incorreta.

Comunicação não-verbal

A comunicação não-verbal é sobre a qual menos falamos, mas, como visto antes, é a predominante. Dentro dela estão as expressões faciais, corporais e timbre de voz. Todos esses fatores, que não controlamos, possuem influência total no entendimento da mensagem e, até mesmo, do ambiente.

Afinal, o aspecto emocional tem o poder de se dissipar entre todos os colaboradores. Por isso, quando negativo, pode afetar todo clima organizacional e criar um ambiente com indivíduos menos abertos à comunicação.

Por exemplo, quando entramos em um ambiente onde todos parecem felizes, assimilamos como um local de confiança. Ao contrário de quando nos deparamos com um no qual há pessoas mal-humoradas ou chorando.

Aliás, um estudo mostrou que, no momento do feedback, as pessoas que eram bem avaliadas, mas que recebiam a mensagem de forma mais dura e direta, se sentiam pior do que as pessoas que recebiam mais críticas, mas de forma simpática e afável.

Isso demonstra o quanto o conteúdo emocional é capaz de ser mais relevante para nosso cérebro do que a mensagem em si. Diante disso, pensar na forma pela qual a mensagem é transmitida tem consequência no nível de engajamento do colaborador durante todo o processo.

Como melhorar a comunicação interna da perspectiva da neurociência?

As falhas na comunicação e a elaboração de estratégias ineficazes surgem pela não observação da essencialidade das mensagens não-verbais. Quando prestamos atenção nesses pontos e entendemos o quanto o comportamento surge desses processos inconscientes, conseguimos pensar em fortes estratégias comunicacionais.

Por isso, é interessante promover treinamento para orientar tanto o setor de RH quanto os gestores. Essa é uma oportunidade para empoderar esses grupos e garantir que eles tenham um novo olhar sobre a comunicação. Isso mudará a direção de suas ações e possibilitará a elaboração de planos de ação eficazes.

E aí, você já conhecia a ligação entre comunicação interna e neurociência? Conta para a gente aqui nos comentários! Até mais!

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