Inclusão na prática: 10 expressões preconceituosas para retirar do vocabulário da sua empresa

Para ter diversidade e inclusão na prática nas organizações, é preciso repensar algumas atitudes e falas. Por isso, no blogpost de hoje trouxemos 10 expressões preconceituosas para retirar do vocabulário da sua empresa.

inclusão na prática

A língua portuguesa possui algumas expressões preconceituosas que ainda são usadas no dia a dia e dentro das organizações. Isso acontece pela naturalização e não conhecimento do significado desses termos.

No entanto, o uso dessas palavras pode gerar conflitos e discriminação no ambiente de trabalho, além de afetar a imagem da empresa diante de clientes. Até porque a sociedade mudou e evoluiu, e com isso, é preciso investir em conhecimento para que as pessoas repensem e substituam vocabulários preconceituosos.

Inclusão na prática: expressões preconceituosas para cortar do seu vocabulário

1- A equipe ou alguém não tem perna/braço para fazer isso

Por exemplo, trocar por “não tem recursos suficientes”. A expressão é utilizada quando uma equipe ou alguém não tem recursos para realizar uma tarefa. Desse modo, é extremamente capacitista pois dá a entender que pessoas com essas deficiências físicas não podem realizar certas tarefas.

2- Capenga

Trocar por incompleto, inacabado, insatisfatório. A palavra é um sinônimo de uma pessoa manca, que tem dificuldade motora nas pernas. Logo, é muito utilizada para falar que algo não está completo ou que está com defeito.

3- Fingir demência

Não utilizar. Uma vez que a frase é utilizada quando alguém faz-se de desentendido e é extremamente ofensiva para pessoas que possuem demência.

4- Baianagem ou baianada

Não utilizar, são termos pejorativos que denotam preconceito regional para dizer que algo foi feito de forma errada ou mal feita.

5- Judiar/Judiaria/Judiando

Sofrer e sofrimento ou maltratar e maltratando, o verbo “judiar” significa tratar judeus como foram tratados durante o holocausto. Isto é, essas palavras são usadas como sinônimo de fazer sofrer, atormentar, maltratar ou ainda com tom de pena.

6- A coisa tá preta

Trocar por “a coisa tá feia/ruim”, perigoso, situação desconfortável, difícil ou desagradável. A expressão é dita quando algo é perigoso, ruim ou difícil. Porém, utiliza-se da palavra “preto(a)” de forma pejorativa com a intenção de que é ruim, perigoso ou desagradável.

7- Inveja branca

Trocar por aquilo que realmente é: inveja. Posto que a expressão refere-se a uma inveja menos pior do que normal e dá a ideia de branco como algo bom e preto como algo ruim.

8- Denegrir

Trocar por difamar. Visto que a palavra, segundo o dicionário, significa “tornar negro, escurecer”, mas é utilizada de forma pejorativa quando alguém está sendo difamado ou injustiçado por outra pessoa.

9- Opção sexual

Trocar por orientação sexual. De fato, o correto sempre será orientação sexual, pois “opção sexual” dá a entender que a pessoa pode escolher quem ela ama e se relaciona, o que não é verdade.

10- Quem é o homem/mulher da relação

Não utilizar, a frase é perguntada a casais homossexuais para saber quem faz “o papel” do sexo oposto na relação. Entretanto, relações homoafetivas não possuem um homem e uma mulher, perguntar isso é homofóbico.

Como retirar expressões preconceituosas do vocabulário de colaboradores

Em suma, como já explicamos no blogpost Diversidade e inclusão: 9 passos para colocar em prática na sua empresa, treinamento é um passo importante para a diversidade e inclusão na prática. Assim, a liderança estará preparada para dar exemplo e orientar seus times no cotidiano.

Nesse sentido, você também pode promover um workshop para colaboradores a fim de explicar a origem das palavras preconceituosas e como elas podem gerar situações racistas, xenofóbicas e homofóbicas.

Certamente ações como essa trarão mais conhecimento e conscientização quanto a essas palavras e a importância de usar uma linguagem inclusiva.

Ademais, é interessante criar uma lista de termos preconceituosos para não usar e compartilhar com todos da empresas nos canais de comunicação internos.

Guia sobre diversidade da Vaipe para inclusão na prática

No Guia sobre diversidade atualizado da Vaipe você encontra uma lista com mais expressões preconceituosas para deixar de usar e mais:

  • Novos dados atualizados sobre diversidade e inclusão;
  • Passos para aplicar diversidade e inclusão na prática;
  • Dicas para escrita com linguagem inclusiva;
  • Tópico sobre colorismo;
  • Item sobre maternidade e mercado de trabalho;
  • Tópico sobre neurodiversidade.

Além disso você também pode baixar a pulse censo de diversidade da Vaipe atualizado, um questionário sobre as dimensões de cor/etnia, identidade de gênero, orientação sexual, deficiência, faixa etária, religião, região de nascimento, socioeconômico e maternidade/paternidade para aplicar na sua empresa!

inclusão na prática

Então, a sua empresa aplica alguma ação para evitar expressões preconceituosas no vocabulário das pessoas? Compartilhe com a gente aqui nos comentários!

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