O G do ESG: por que a governança deve ser a base do ESG?

O G da sigla ESG representa a governança. Apesar de ser o menos falado, esse aspecto deve ser a base para o sucesso do ESG e neste artigo vamos te contar o porquê!

G do ESG

O que é o G do ESG?

Governança tem relação com a forma como a empresa é administrada. Ou seja, diz respeito aos processos, decisões corporativas, formulação de políticas, distribuição de direitos e responsabilidades entre o conselho, gerência, acionistas e partes interessadas.

Aliás, se engana quem acha que governança existe só em grandes corporações. Qualquer empresa, independente do porte, tem uma governança.

Diante dos fatores ambientais e sociais, o aspecto governança, o G do ESG, é frequentemente esquecido. Afinal, com crescentes riscos climáticos e problemas sociais, o E e o S acabam ficando no centro das discussões.

Porém, a governança não deve, de forma alguma, ser deixada de lado. Até porque ela é a base para que os outros aspectos tenham sucesso.

Por que o G do ESG é importante?

Assim como os aspectos ambiental e social, a governança também ainda tem muito a evoluir no Brasil em comparação aos Estados Unidos e a países da Europa, e é preciso se atentar a esse critério.

Visto que uma pesquisa da S&P Global Market Intelligence sobre fatores de governança mostrou que as empresas que se classificam bem abaixo da média em características de boa governança são propensas à má gestão e arriscam sua capacidade de capitalizar oportunidades de negócios ao longo do tempo.

Ainda segundo especialistas, a governança precisa estar na base da estratégia para que a jornada sustentável de uma companhia seja consistente e não apenas marqueteira. (Folha de S. Paulo)

Assim, o G do ESG deve ser o primeiro ponto a se pensar para garantir que o E e o S funcionem. Só com uma governança sólida é possível sustentar ações ambientais e sociais efetivas e não superficiais apenas para passar uma boa imagem para a sociedade.

Além disso, é pouco provável que uma organização se preocupe com melhorias sociais se o conselho administrativo não for formado por pessoas diversas. Se não há a busca por diversidade e inclusão na própria governança, também não haverá entre as outras pessoas da empresa. Se não há equidade na governança, que referência o restante da empresa terá?

Outra pesquisa da S&P Global também revelou que as empresas com mais mulheres em seus conselhos de administração e em cargos executivos tiveram melhor desempenho financeiro do que empresas menos diversificadas.

Por isso, é preciso olhar atentamente para os pilares da governança corporativa.

Como colocar a governança em prática na sua empresa?

Primeiramente dentro de governança, os investidores analisam pontos como a estrutura do conselho, políticas e normas, divulgação das informações.

Nesse sentido, eles avaliam, por exemplo, a remuneração dos executivos, igualdade de gênero na composição do conselho, se as políticas e práticas da governança são transparentes ou se oferecem algum risco, seja do ponto de vista jurídico ou ético.

Então separamos algumas boas práticas de governança:

  1. Conselho responsável e diversificado;
  2. Contabilidade precisa e transparente;
  3. Transparência nos resultados;
  4. Práticas de negócios éticas;
  5. Gestão de riscos;
  6. Políticas que incentivam o engajamento dos acionistas;
  7. Decisões que incorporem diversidade, inclusão e equidade;
  8. Prestação de contas;
  9. Responsabilidade corporativa;
  10. Responsabilidade financeira;
  11. Independência do conselho administrativo;
  12. Política anticorrupção;
  13. Política de remuneração do conselho administrativo;
  14. Comitês de auditoria qualificados.

E aí, sua empresa já incorpora as 3 letras da sigla ESG? Comente aqui embaixo!

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