O S do ESG: entenda sua importância e como implementar

O S do ESG está se tornando cada vez mais relevante, principalmente com o cenário de pandemia e o aumento da preocupação com a responsabilidade social. Mas como implementar o aspecto social nas empresas?

S do ESG

O crescimento do S do ESG

Já vimos que ESG é uma sigla em inglês que representa os critérios para identificar e medir os aspectos ambientais, sociais e de governança de uma empresa. Quanto mais adequada a esse conceito uma empresa está, seu valor no mercado de investimentos vale muito mais.

Em 2019, a Global Reporting Initiative (GRI) revelou que 93% das maiores empresas do mundo em receita já reportam seu desempenho ESG. Além disso, como a Bloomberg observou no final de 2020, o movimento ESG agora é “grande demais para ser ignorado”.

Em um primeiro momento, a maior atenção dentro do ESG é o pilar ambiental. Afinal, sustentabilidade já é um tema discutido há mais tempo. Além de que algumas questões dentro do social podem ser mais difíceis de definir e medir.

Mas em 2020 a pandemia do Covid-19 trouxe uma crise que destacou algumas fraquezas como a desigualdade social, pois muitos ficaram sem trabalho por muito tempo. Também evidenciou riscos que a sociedade não conhecia. Isso mudou seu comportamento e sua preocupação principalmente em relação à saúde física e mental das pessoas.

Do mesmo modo, alguns movimentos nos EUA como o Black Lives Matter e #MeToo por salários iguais também deram um maior foco nos fatores sociais em todo o mundo. Assim, repensar o papel do social na tomada de decisões assumiu um novo significado.

Até porque tanto investidores quanto consumidores passaram a ter um olhar mais atento para o que as empresas estavam fazendo para colaborar diante desses cenários.

A importância do S do ESG

É possível observar na comunidade de investidores que há uma direção a uma maior integração dos fatores sociais. Cuidar da força de trabalho pode ser menos tangível e mais difícil de quantificar, mas é crucial não apenas para a reputação, mas para a saúde de qualquer negócio a longo prazo.

Um estudo de 2019 mostrou que os critérios sociais são importantes para a gestão de risco, frisando que padrões sociais elevados podem reduzir o risco sistemático de uma empresa. (Relatório The “S” in ESG: the ugly duckling of investing)

Por isso, a BlackRock, maior gestora de ativos financeiros do mundo, está enfatizando que as empresas nas quais investe precisam se responsabilizar por abordar adequadamente as questões sociais do zero. Em suas publicações recentes, a BlackRock enfatizou que agora está pedindo às empresas norte-americanas que divulguem a composição racial, étnica e de gênero de seus colaboradores. E também que relatem as medidas que estão implementando para melhorar diversidade, equidade e inclusão.

Além de impactar no valor mercadológico, o elemento social pode fazer uma grande diferença para a confiança, a segurança, a inclusão e o engajamento efetivo das partes interessadas da empresa. Uma vez que é uma oportunidade de redescobrir o papel das organizações na sociedade. Inclusive em como elas podem ajudar a resolver problemas como desigualdade social e saúde mental.

Até porque as partes interessadas de uma empresa já estão evoluindo em relação às expectativas de valor, que agora ganha uma compreensão mais holística. Logo, estimula uma demanda por maior transparência em relação às informações não financeiras relevantes, incluindo as sociais.

Como colocar o S do ESG em prática

Um relatório da Gresb define os conceitos do S do ESG e do Valor Social como diferentes, mas complementares. O S do ESG tem foco nas políticas e práticas organizacionais relacionadas aos direitos humanos, ética nos negócios, gestão da cadeia de suprimentos, diversidade e inclusão e impactos sociais resultantes das operações corporativas.

O Valor Social surge no contexto do ambiente construído, explorando o impacto que os lugares têm nas pessoas e nas comunidades.

A partir disso, o relatório apresenta uma lista que combina a perspectiva geral da sociedade com as oportunidades específicas decorrentes do Valor Social:

  • Saúde e segurança
  • Diversidade e igualdade
  • Direitos humanos e ética
  • Compra responsável
  • Emprego e habilidades
  • Acessibilidade à moradia
  • Empoderamento das comunidades locais
  • Criação de espaços e administração

Nesse sentido, os investidores consideram os fatores sociais divididos em internos e externos. Então, analisam como uma empresa gerencia seu relacionamento com colaboradores, fornecedores, clientes e comunidades da seguinte forma:

  • Colaboradores: observar diversidade e inclusão, relações e condições de trabalho que prezam pela saúde física e mental, treinamento, engajamento e taxa de turnover.
  • Fornecedores: rever o relacionamento com os fornecedores que devem ser parceiros com os mesmos valores e responsabilidade social.
  • Clientes: entender se clientes são colocados como prioridade e se estão satisfeitos, uma vez que isso é resultado de investimento em produtos, inovação, proteção de dados, treinamento e valorização dos colaboradores.
  • Comunidade: como a empresa auxilia a comunidade na qual está inserida, seja em educação, saúde ou segurança.

Trabalhando esses pilares, a sua empresa estará no caminho certo para colocar em prática o elemento social e se posicionar como uma empresa ESG.

Como medir o social do ESG com a Vaipe

A Vaipe é uma plataforma de people analytics para gestão ativa de engajamento que, através de pesquisas digitais, dá voz aos colaboradores, empodera liderança e RH com dados assertivos e estimula a troca de reconhecimento e feedbacks. Assim, com a Vaipe as empresas têm métricas de engajamento e satisfação de colaboradores, diversidade e inclusão e saúde mental e entendem como estão em relação ao S de ESG.

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