Saúde Mental: millennials e geração Z são as gerações mais afetadas por transtornos mentais

Saúde Mental

De acordo com dados trazidos pela pesquisa da Mind Share Partners, Qualtrics and SAP, 50% dos Millennials – também conhecidos como Geração Y, os nascidos entre 1981 e 1995 – e 75% da Geração Z – ou Gen Z, iGen, aqueles nascidos entre  1996 e 2010 – já deram adeus a empregos por questões que envolvem sua saúde mental, tais como depressão e síndrome de Burnout.

Neste artigo, compreenda melhor esse cenário e as motivações das novas gerações. Confira, também, dicas para oferecer uma rotina laboral equilibrada à sua equipe e evitar altos índices de rotatividade de pessoal.

Sucesso é ter saúde mental

Estabilidade não é mais ficar anos trabalhando em uma mesma empresa, estabilidade é ter saúde mental.

Se para membros de gerações anteriores pensar em pedir demissão era algo problemático e traumático, para as novas gerações, isso é algo normal. Dessa forma, elas largam o emprego sempre que a experiência profissional tem apenas pressão e cobrança o tempo inteiro.

De fato, estudos iniciais demonstram que as novas gerações, quando sentem-se esgotadas emocionalmente, apresentam maior propensão a abandonar o emprego em relação, por exemplo, aos Baby Boomers (aqueles nascidos entre 1946 e 1964).

Isso reflete a preferência dos jovens por ambientes de trabalho positivos e mais flexíveis, que preservem sua saúde mental. Em detrimento aos que simplesmente oferecem melhores salários.

E, em plena gig economy, na qual tecnologia e flexibilização do mercado de trabalho favorecem e viabilizam ainda mais a mobilidade de uma oportunidade para outra, a demissão em situações que as novas gerações percebam como tóxicas para sua saúde mental passa a ser encarada com ainda mais naturalidade e como uma forma de fortalecer seu ponto de vista e reforçar seus valores.

As novas gerações e os novos valores no mercado de trabalho

Com a mudança de geração, mudou também o mindset de gestão de pessoas. Como vimos, questões como salário, estabilidade e hierarquia já não apresentam atratividade ou aderência elevadas para as novas gerações. Portanto, empresas que não atualizarem sua cultura e suas práticas de gestão de capital humano deverão apresentar, cada vez mais, índices elevados de turnover e dificuldade para atrair e reter talentos.

As novas gerações, além de sua saúde mental, valorizam questões como diversidade, inclusão, aprendizado, propósito, flexibilidade e harmonia do trabalho com seu projeto de vida.

Por isso, questões como o feedback constante, hierarquias horizontalizadas, programas de mentoria, Plano de Carreira ou Plano de Desenvolvimento Individual e flexibilização no horário de trabalho, por exemplo, são mais assertivas e fundamentais quando pensamos em estratégias de Pessoas para essas gerações.

Saúde mental: como as empresas podem se adaptar a tudo isso?

Em um primeiro momento, algumas empresas podem pensar que a saúde mental do funcionário é uma questão particular dele, mas, na verdade, trata-se de uma corresponsabilidade. A organização precisa de um colaborador produtivo, motivado e engajado para atingir seus objetivos de mercado. E, para isso, entre outras coisas, ele precisa sentir-se bem mentalmente.

De acordo com levantamento da Isma-BR (International Stress Management Association no Brasil), profissionais com sua saúde mental prejudicada por problemas como estresse e síndrome de Burnout trabalham, em média, cinco horas a menos em uma semana laboral.

Ainda conforme a organização, hoje mais de 70% dos brasileiros ativos no mercado apresentam algum problema gerado por estresse excessivo no trabalho. E se a tendência das novas gerações se manter e as condições laborais não mudarem, é possível que esse índice alcance um patamar muito mais preocupante.

Por tudo isso, é imperativo que se reavalie políticas, programas e cultura nas empresas de modo a evitar colapsos de saúde mental. Como também, em seus resultados.

Entre as ações possíveis, podemos destacar:

Oferecer plano de saúde com cobertura psicológica e psiquiátrica

Proporcionar ao funcionário, ainda no início do problema, uma oportunidade de lidar com as dificuldades que estão gerando desequilíbrio em sua saúde mental pode ser algo extremamente vantajoso para ambas as partes.

Esse será um diferencial para atrair e reter seus talentos e para mantê-los bem mental e emocionalmente. Portanto, avalie adicionar tratamentos de saúde mental à cobertura dos planos de saúde disponibilizados por sua empresa.

Examinar a cultura organizacional e o estilo de liderança 

Ainda há líderes – ou, nesse caso, “chefes” – que acreditam que estimular uma concorrência interna acirrada é o melhor caminho para extrair da equipe o melhor desempenho. Com atitudes assim, cria-se uma cultura que não favorece a cocriação e a colaboração, torna os profissionais individualistas e solitários. Tudo isso pode levar a problemas de performance e de saúde mental.

Por mais que seu nicho de atuação seja altamente competitivo, é importante sempre respeitar os limites dos seus colaboradores. Cuidando para não criar pressão e sensação de ameaça de modo nocivo a todos.

Avaliar e oferecer atividades que promovam bem-estar aos colaboradores 

Ter a oportunidade de trabalhar o estresse, as tensões e ansiedades no ambiente de trabalho pode ajudar os funcionários a lidarem positivamente com os problemas.

Algumas ideias para isso incluem oferecer meditação no ambiente laboral, descontos para academia e massagens, ginástica laboral, entre outras. Se você ainda tem dúvidas se vale a pena investir nesse tipo de iniciativa, saiba que, conforme dados trazidos pela Mind Share Partners, cada US$ 1,00 investido em locais de trabalho mentalmente saudáveis gera US$$ 2,30 em benefícios para a empresa.

Trabalhar para neutralizar fatores de risco para a saúde mental da equipe

De acordo com levantamento, os principais fatores de risco para a saúde mental e o esgotamento emocional das novas gerações no ambiente de trabalho são a sobrecarga, a falta de autonomia, a falta de recompensas pelo desempenho, situações de injustiça laboral, conflito de valores e a falta de senso de comunidade na empresa.

Portanto, avalie junto às lideranças como trabalhar para que questões como essas não impactem negativamente no ambiente de trabalho. E como estabelecer mais empatia e equilíbrio à rotina laboral.

E na sua empresa, como a questão da saúde mental dos funcionários é percebida? Sua organização tem registrado problemas com alta rotatividade de pessoal? Compartilhe sua experiência aqui pelos comentários!

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